segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Fundos soberanos retiram dinheiro dos fundos a ritmo recorde em 2015

Patrícia Abreu | pabreu@negocios.pt | 22 Fevereiro 2016, 15:28




«A quebra das receitas devido aos baixos preços do petróleo está a motivar uma onda de desinvestimento por parte dos fundos soberanos. Em 2015 registaram um volume recorde de resgates das gestoras.
Os fundos soberanos retiraram dinheiro das suas aplicações em gestoras de activos a um ritmo recorde em 2015. E os resgates podem continuar este ano, com os países produtores de petróleo a assistirem a uma quebra das suas receitas devido às baixas cotações do petróleo.

Estes fundos públicos, que gerem as receitas de países produtores de matérias-primas, retiraram 46,5 mil milhões de dólares das gestoras de activos em 2015, um valor superior ao registado durante a crise financeiro, avança o Financial Times. Estas saídas de investimento decorrem num momento em que estes países procuram dinamizar as suas economias.
De acordo com a mesma notícia, estes resgates tiveram um impacto negativo na rentabilidade de entidades como a BlackRock, a Aberdeen, a State Street ou a Franklin Templeton.


Menos receitas, maiores resgates

E os resgates não deverão ficar por aqui. A agência de notação financeira Moody’s prevê que os desinvestimentos por parte dos fundos soberanos aumentem, pelo menos, 25% este ano, devido à quebra das cotações do petróleo.

"Os fundos soberanos dependentes do petróleo deverão aumentar os resgates das gestoras de activos", uma evolução que deverá ter um efeito negativo na indústria de gestão de activos, adiantou a agência.

Quatro dos maiores fundos detidos por países estão sediados em países produtores de petróleo. A Noruega, que gere o maior fundo do mundo, poderá retirar 8,4 mil milhões de dólares do fundo este ano, avisou o governador do banco central norueguês na última semana

Os fundos soberanos são responsáveis pela gestão de sete biliões de dólares.»

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